Hoje, sou alguém com conflitos e questões definitivamente diferentes das de quando criei o blog.No entanto, devo dizer que o título do mesmo continua atual, pois permaneço em constante desencontro com o que sou e com quem sou, experimentando varias possibilidades e tentativas de existir, beirando sempre uma insatisfação infinita.
Minhas primeiras postagens relatam meu grito pela libertação do amor ( ou desamor), palavras que hoje acolho com certa repulsa. Minha luta pelo individualismo, o qual parecia impossivel de ser conquistado, atualmente existe com uma clareza atormentadora e sufocante. Minhas esperanças por uma melhor performace existencial esvairam-se e a realidade apareceu sem nenhuma dureza, mais sem graça do que qualquer ilusão infatil ou desilusão amorosa, simplesmente crua e sem encanto.
Os acontecimentos da vida tocam a indiferença e os momentos em que o coração bate mais forte causam estranheza, como se não tivessem razão de ser. Rapidamente, ele escuta o comando de seu dono " coração besta, bate porque?", e aos poucos volta-se à inercia anterior.
Amor, então, deixa de ser o combustível essencial da vida, passa a ser a grande ameaça de existir. Estratégias são traçadas para evitá-lo.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
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Um comentário:
sabe,
quando a gente jura que é terra firme, é só mais uma bolha dentro de outra.
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