Preto com vinho virou salmão com lilás. O colorido mudou. O tom fúnebre deu lugar a uma atmosfera suave e harmonioza. E como bem dizia Freud, de certo não é mero acaso.
Há muito não venho por aqui, resolvi aparecer para revisitar sentimentos distantes, digo distantes e não antigos por saber que eles ainda me habitam e que a qualquer hora podem vir à tona, não só como memórias mas como experiencias do que costumava ser.
Como me disse um amigo, sinto-me feliz em adentrar e perceber o equilíbrio, instante efêmero numa vida de paixões. As cores são entediantes, mas o controle é tentador. Estou curtindo um cotidiano de horarios bem delimitados, mas fluindo nos momentos em que a vida pede leveza. Deixando que as tristezas tomem seu lugar, que me deixem triste. E que as alegrias me invadam, sem medo de perdê-las. Ambiguamente, levo sentimentos que me fazem inteira. De bem e de mal.
Vejo uma grande vantagem na vida quando há evolução, digo, quando a gente rompe com os proprios medos.
E eu que ia falar da Morte...
Deixa pra proxima...
terça-feira, 18 de agosto de 2009
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2 comentários:
Tava olhando aqui os teus textos e muito me identifiquei com quando você fala das dores, em especial como elas são íntimas. Sinto-me meio que do mesmo jeito, com toda a dificuldade pra ter a palavra certa e etc.
Mas, na verdade, vim pra responder ao comentário no post. Entendo essa dificuldade em existir coletivamente e não acredito que se possa fazê-lo o tempo todo, mas é importante não se fechar, principalmente em tempos alienantes como este.
As vezes estamos alegres, outras nem tanto. Isso é a mágica que nos faz perceber que estamos vivos. Que não passamos pela vida apenas. Que podemos sentir os sabores do mundo.
Uma linda semana para ti.
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