segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O Pulso Ainda Pulsa...

Apesar da minha frágil desenvoltura intelectual, resolvi atualizar este blog há muito abandonado. Não que eu tenha muito a falar, na verdade não tenho. Mas em meio à inércia de meus dias e à minha recente ideologia " deixa a vida me levar...", me veio uma pequenina vontade de divagação.

Estava conversando com minha querida mãe, a qual está em meio a uma crise de carência e culpa relativas à sua filhota ( Eu!), quando me veio um terrível mal estar. Tê-la tão vulnerável e necessitada de mim me deixa sem ação. Eu que sou tão ruim em consolar as pessoas. Eu que sou a pior motivação que alguém pode ter. Me sinto altamente impotente diante do sofrimento alheio. Eu que quero ser psicóloga... não sei conviver com sofrimento além do meu. Onde está a ironia disso tudo?

Mas é que acho dor uma coisa tão íntima e tão intransponível e incompreensível, que parece inútil tentar amenizá-la enquanto ela dói. Sem falar que dor só sente quem tem, não se compartilha.

... E que sentimento é esse que não é dor, mas que incomoda tal e qual esta.

Enfim, vim aqui me justificar, dizer que sempre fui tão sozinha na minha dor que ela parecia grande demais. Grande ao ponto de ser parte minha e conviver comigo. Eu me virei com ela... E ter que agora me virar pra cessar a dor dos outros parece insano. Eles não sabem conviver com as proprias lágrimas, não as possuem.

Fui só na minha dor e isso provoca meu egoísmo.

http://www.youtube.com/watch?v=PH3kNbvjN9E

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