Escrevo por querer contato íntimo. Estou aqui na tentativa de descubrir aquilo que ainda não sei. E me sinto tão vulnerável por desconhecer o que é um turbilhão dentro de mim, como sentimentos estrangeiros que invadem sem nenhuma cerimonia.
Não consigo colocar em palavras. Seria esse o medo da verdade?
Devo dizer que o medo da verdade realmente me irrita. A sinceridade devia ser uma virtude mais valorizada pelos mortais!Mas Não. O jogo, as meias verdades, as mentiras sinceras são sempre mais interessantes. E eu não aguento mais isso. Esse jogo de faz de conta, esse exercício de nobreza, esse esforço pra evitar o mal estar explícito, tornar o bem estar explícito, e se fuder implicitamente.
Essa mentira que me torna boa apenas a olhos alheios. Porque por dentro, eu conheço cada detalhe sujo, cada desejo sádico, cada intervalo negro.
Eu não gosto dessa mentira pacifica e anestesica. Ela só serve pra esconder a miséria que existe em nós, e que lateja, e que é muito nossa. E não é motivo de vergonha. É humana.
Eu quero aceitar o que me pertence.O ódio, o rancor, a dor, a humilhação é tudo coisa minha. E sim, eu posso ser tanto a puta como a mocinha. E eu preciso que vejam isso, eu preciso ser isso. A minha humanidade depende dos meus erros.
A título de sobrevivencia, valorizem o que é podre!

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