Ao me perceber, vejo como sou incompleta! Mais do que isso, vejo a minha constante "insatisfação" com o meu presente, a busca de um sentido que parece que nunca chega. Notando isso, comecei a examinar se em algum momento de minha vida estive isenta desse sentimento, e só pude reconhecer a minha infancia, justamente o período no qual eu apenas vivia, sem preocupar-me com o sentido.
Na minha adolescencia, o motivo de insatisfação era a solidão, portanto, imaginava que o dia em que não estivesse mais sozinha seria plena, imaginava que a minha felicidade custava coisas simples, mas que a vida era injusta comigo. Hoje, até que tenho pessoas, mas elas continuam sendo motivo de tristeza, e a minha solidão ainda mora em mim!
Creio que o meu grande erro é dar essa importancia absurda ao outro, dando-o a condição de agente da minha felicidade. Quanto vai demorar pra eu aprender a viver? A vislumbrar a felicidade a partir de minhas possibilidades?
Na minha até então breve existencia, essas foram uma das lições preciosas que venho aprendendo, e que só aprendemos na prática: A minha felicidade só eu posso conquistar. Não que as relações sejam menos importantes, mas nós temos que erguer uma base que nos sustente e nos mantenha satisfeitos mesmo diante das tristezas inevitáveis.
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
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